Náusea

Plácida mente,
Divagas entre coisas

Diversas.

Que sob maior detenção de olhos

Ou mais profundo exame,

São, tão somente

O mesmo desejo

De poder.
Não acho porto 

Ou pouso.

Acho apenas

Versões desconexas

Desta mesma coisa.

Que no caleidoscópio

De meus delírios,

Se tornam muitas.

Mesmo na alteridade

Encontro unidade.

É essa essência,

O enfado que viver 

Me causa.

Privado do que almejo.

Como disse Assis,

E noutros invernos repeti,

Vibro nesta

Volúpia do Aborrecimento

Onde o tédio tem

Privilegiada posição

De destaque
Eu que busquei 

Louros e glórias

Honras e merecimentos
Hoje só observo

Vacuidade,
Só encontro 

Náusea.