Ao poeta

Cabe a ti,

Mergulhar

Na própria loucura.

Amar

Loucamente:

Tua grande fissura!

Desejas

Arder no teu

Próprio desejo.

Creio,

Que de vós,

Com efeito,

eu versejo.

Vivendo

Pairando loucos

Como plumas no ar

Frêmito

Insano e pujante

Lhe é salutar.

Eu

Sob pretensiosa

Forma e indiscreta

Escrevo,

Sem pudor,

sobre ti,

Ó poeta!